PAULO FEIRE

O MESTRE PAULO FREIRE

Paulo Freire

Entre os títulos que recebeu, estão os de Doutor Honoris Causa em Universidades de vários países, como Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos.

Recebendo o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Complutense de Madri, em dezembro de 1991. Em baixo, doutoramento na Bélgica.

Recebendo, na Câmara Municipal de São Paulo, o Título Cidadão Paulistano, em 1986.

Com Mário Covas, no recebimento do Prêmio Moinho Santista, em 1995.

Prêmio UNESCO de Educação para a Paz, 1986.

Recebeu prêmios, medalhas, condecorações e títulos em todos os continentes.

Durante boa parte dos anos dos governos militares no Brasil, os seus livros foram proibidos, As suas ideias foram consideradas perigosas e o seu próprio nome foi impedido de ser pronunciado em nossas escolas e universidades. No entanto, ao longo desse mesmo tempo sombrio, e depois dele, poucos brasileiros receberam tantas homenagens e tantos títulos aqui e fora do Brasil. Ao professor Paulo Freire foi concedido o título de Doutor Honoris Causa por quase quarenta universidades do Brasil e de outros países.

De Sul a Norte de nosso país, mais de três centenas de escolas públicas e particulares têm o seu nome.

domingo, 14 de abril de 2013

A história de Guy Williams


















A HISTÓRIA DO ZORRO

A história do Zorro foi publicada pela primeira vez em 1919, criado por Johnston McCulley. Sua origem é incerta: alguns apontam “O Pimpernel Escarlate/Scarlet Pimpernel” como fonte de inspiração; outros, citam Joaquim Murieda, um bandido mexicano que realmente viveu por volta dos anos de 1800, época em que a história é situada. Ele teria lutado contra as injustiças cometidas contra seu povo, marcando o inimigo com sua espada.
Em 1920, Zorro ganhou sua primeira incursão cinematográfica, ainda na época do cinema mudo (ou silencioso, como queiram). Produzido e estrelado por Douglas Fairbanks, o filme “A Marca do Zorro” teve como base a história “A Maldição de Capistrano”, de McCulley.
Robert Levinson estrelou a primeira produção de um filme do Zorro para o cinema falado, em 1936, com “The Bold Caballero”. Nesse mesmo ano, a Republic Pictures começou a produzir um seriado para o cinema estrelado pelo personagem, que saiu da Califórnia e foi para o Velho Oeste. Entre os atores que deram vida ao personagem nesse período estão John Carroll, George Tuner e Clayton Moore, que mais tarde estrelaria a produção “The Lone Ranger/O Cavaleiro Solitário”, que no Brasil também era conhecida como Zorro.
Em 1940 a Fox produziu uma nova versão da obra de McCulley, desta vez estrelada por Tyrone Power. “A Marca do Zorro”, que foi mais fiel à história do livro que o filme de Fairbanks. Após várias versões europeias e histórias em quadrinhos, McCulley vendeu os direitos autorais sobre o personagem e sua história ao amigo Mitchell Goetz, que por sua vez a ofereceu à Walt Disney em 1952.
Por sua vez, Disney estava à procura de histórias que pudesse produzir para a televisão, com o objetivo de obter o lucro para investir em seu novo projeto: um parque de diversões que foi batizado de Disneylândia. Mas, conhecido por sua obra animada, Disney teve dificuldades em convencer um canal de TV a comprar a ideia de uma produção estrelada por atores e produzida pelos estúdios Disney. A ABC impôs a produção de um piloto para avaliação antes de comprar o projeto da série. Disney se negou a fazê-lo e o projeto foi cancelado.
Mais tarde, Disney produziu um telefilme sobre a história de “Davy Crockett”. O sucesso estrondoso da produção fez com que mais quatro telefilmes fossem produzidos, gerando o lucro que Walt precisava para dar início à construção da Disneylândia. Mas, no final da década de 50, ele se viu novamente sem recursos financeiros para finalizar a obra, tendo esgotado todas as alternativas de financiamentos. Assim, resgatou o projeto de uma série sobre o Zorro. A série, estrelada por Guy Williams, foi produzida entre 1957 e 1959, sendo cancelada em função de uma disputa financeira entre Walt Disney e a ABC, que acabou nos tribunais.
A HISTÓRIA DE GUY WILLIAMS

Seus pais imigraram da Itália para os Estados Unidos da América logo após a Segunda Guerra Mundial.
Estudou na Peekskill Military High School, um colégio militar, mas não era um estudante aplicado e sua maior preocupação era arranjar um emprego. Ao terminar os estudos, começou carreira de modelo fotográfico, pois tinha uma beleza latina e um porte altivo (1m93 de altura) e, posteriormente, como ator. Quando um diretor de elenco se recusou a recebê-lo, por não ter interesse em contratar atores latinos, seu agente, Henry Wilson (o mesmo responsável por nomes como Rock Hudson Teb Hunter) trocou seu nome de Armando Catalano para Guy Williams.
Williams estudou arte dramática no Neighborhood Theater e, neste tempo, já participava de alguns comerciais para televisão e pontas em programas de TV. Mudou-se para Hollywood, onde fez um teste para a Universal International Studios, ficando sob contrato por um ano, fazendo pontas em filmes policiais e faroestes, além de participações em séries de televisão. A carreira de ator, que estava em início, foi logo interrompida por um acidente, onde o ator, que era um esportista e que gostava de velejar e cavalgar caiu do cavalo. O acidente o deixou hospitalizado e com uma leve cicatriz no ombro esquerdo.
 Como o Zorro entrou na sua vida
Em 1957, os estúdios Walt Disney começaram a selecionar atores para a série Zorro, e o ator resolveu tentar a sorte, mais uma vez, em Hollywood.
Walt Disney havia visto alguns comerciais de Williams na televisão, mas estava decidido a contratar outro ator para o papel de "Zorro", Britt Lomond. No entanto, o diretor e produtor da série, Norman Foster, queria Williams. Após dois meses de impasse, Guy foi contratado para o papel do herói mascarado e a Lomond foi destinado o papel do primeiro vilão da série, o "Capitão Monastário".
Zorro tornou Guy Williams um astro, além de resolver seus problemas financeiros, pois fora o salário, ele ainda recebia 2,5% dos lucros da série.
Depois de dois anos, a série da Disney foi cancelada. Apesar disso, Walt manteve Williams sob contrato por mais dois anos na esperança de voltar a produzir a série. Neste período, Guy Williams fez aparições públicas vestido como o personagem, em eventos e na Disneylândia, para manter a imagem de Zorro ainda viva. Em 1961, sem esperança da série voltar ao ar, e sem poder aceitar outros trabalhos já que estava preso ao contrato de Disney, Guy pediu a este que o dispensasse de seu contrato. Walt concedeu, mas, para compensar a espera do ator, ainda o colocou na produção cinematográfica O príncipe e o mendigo, filmado em Londres.
Nesta época, Williams realizou outros trabalhos no cinema como ator principal, em Capitão Simbad e Damon and Phydias, épico filmado na Itália. Permanecendo oito meses na Europa com sua família, seu agente não conseguia entrar em contato com ele, e assim o ator perdeu várias oportunidades de trabalho nos Estados Unidos. Quando retornou, aceitou participar do seriado Bonanza.
No novo trabalho, seu personagem fora criado para substituir Pernell Roberts, que desejava deixar a série. Apesar do estrondoso sucesso da série, Guy não estava feliz, devido ao clima pesado nos bastidores e à grande pressão que sofria por substituir um personagem que já era carismático para o público.
Perdidos no Espaço
Ao deixar a série "Bonanza", Williams foi contatado por Irwin Allen , conceituado produtor de televisão, responsável pelas séries Túnel do Tempo e Viagem ao Fundo do Mar, para estrelar sua nova produção: Perdidos no Espaço. Inicialmente, Guy não se interessou pelo projeto, mas ao saber que a série seria produzida pela 20th Century Fox, aceitou, alegando que o estúdio ficava perto de sua casa, podendo voltar todos os dias e almoçar com a família.
A nova série foi um enorme sucesso, alcançado quatro temporadas (1965 a 1968), mas embora Guy fosse o protagonista principal da série, o "Professor John Robinson", logo seu personagem foi ofuscado pelo do "Dr. Smith", interpretado por Jonathan Harris. Não restou outra coisa a não ser Williams aceitar a nova situação, mas insistiu que seu nome na apresentação e seu salário continuassem a ser equivalentes aos de um astro.
Com o fim da série, em 1968, Guy resolveu produzir uma versão de Zorro com o apoio financeiro dos estúdios Disney. O ator deveria interpretar e dirigir o filme a ser lançado no cinema. A ideia era mostrar um "Zorro" envelhecido e mais humilde, que precisava passar sua identidade para um sucessor. O roteiro começou a ser escrito, mas o estúdio não aceitou pagar a quantia solicitada, cuja soma ficou em dois milhões a menos do valor calculado. Assim, o projeto foi cancelado.
           Guy Williams na Argentina
Em 1973, Williams recebeu um convite de Isabelita Perón, segunda esposa do presidente argentino Juan Perón, para fazer aparições públicas destinadas a divulgar seus trabalhos beneficentes como primeira-dama. Tendo em vista o sucesso da série Zorro na Argentina, Isabela ofereceu a Guy a quantia que desejasse, livre de impostos, na condição de manter o dinheiro em bancos argentinos. Williams aceitou e viajou para Argentina com a esposa Janice, e o amigo Henry Calvin, o "Sargento Garcia", a quem teria sido feita a mesma oferta. Chegando no aeroporto de Buenos Aires, o ator tomou conhecimento da fama do "Zorro" naquele país. Uma grande multidão se aglomerou por todo caminho do aeroporto até a cidade, saudando o ator, fato que ele nunca deixou sua família ou amigos esquecerem.
Impressionado com o carinho dos argentinos, Williams dividiu seu tempo entre Argentina e Los Angeles, e durante os anos seguintes, ele e Henry Calvin mantiveram suas turnês como "Zorro & Sargento Garcia", em várias cidades argentinas e até no MéxicoCanadáFrança e Espanha, no Circo Real de Madrid. Por sua vez, Henry Calvin esteve no Brasil, sem Guy Williams. Por volta de1970, Calvin veio ao Rio de Janeiro, para um descanso e uma simples visita a cidade. Um dia, ao assistir um dos episódios da série Zorro dublado em português, quis conhecer o seu dublador, o ator Orlando Drummond, o que aconteceu. O ator americano ficou impressionado com o dublador brasileiro, principalmente pela voz, e perguntou a Drummond como um homem tão pequeno poderia ter uma voz tão grande, e ele tão grande poderia ter uma voz tão pequena. Henry Calvin faleceu em1975.
      Os últimos anos
No início da década de 1980, Guy Williams e Janice se divorciaram e Guy passou a viver com a atriz e jornalista argentina Araceli Lisazo, com quem dividia também sua residência nos Estados Unidos.
Na Argentina, surgiu uma nova oportunidade de produzir um filme para o cinema sobre o "Zorro", que receberia o título de Zorro, 20 anos depois. Durante meses foi elaborado um roteiro para o filme, a ser estrelado por Guy Williams. Entretanto, foi lançada nos Estados Unidos a película As duas faces do Zorro, com George Hamilton, uma paródia sobre o personagem e que apresentava irmãos gêmeos, um deles homossexual, que se dividiam na identidade do personagem. O sucesso deste filme cancelou a produção argentina, que temia ver sua versão comparada à paródia do filme de Hamilton. Porém, este mesmo filme inspirou o estúdio Disney a produzir, em 1983Zorro and Son, com interesse de trazer Guy Williams de volta ao papel. Williams chegou até mesmo a fazer testes com vários atores que deveriam desempenhar seu filho mas, ao ler o roteiro dos três primeiros episódios, o ator se desinteressou, pois não queria fazer parte de uma paródia semelhante à do filme estrelado por George Hamilton.
Em 1983, Guy Williams sofreu um pequeno derrame, seguido de embolia, causada por hipertensão, e que o deixou hospitalizado. Após um longo período, ele se recuperou, aparentemente sem qualquer sequela. Williams e Araceli se separaram logo depois e Williams desistiu de qualquer oportunidade de voltar à sua carreira de ator.
Durante o período que viveu na Argentina, Guy fez aparições públicas e trabalhou no ramo imobiliário. Após sua enfermidade, largou tudo e, nos últimos anos, cogitava fixar residência nos Estados Unidos, quando veio a falecer.
No dia 6 de maio de 1989, seus vizinhos chamaram a policia, pois estavam sentindo um mau cheiro vindo de seu apartamento, localizado no bairro de La Recoleta. Ao entrarem, encontraram o corpo do ator, nu, e já em adiantado estado de decomposição, em cima da cama. A polícia informou que as primeiras investigações revelaram que não houve violência física e que, aparentemente, o ator estava saindo do banho quando sofreu uma parada cardíaca fatal.
Ainda que tenham solicitado uma autópsia, o corpo do ator foi enterrado logo em seguida no cemitério La Chacarita, em Buenos Aires, sem a presença da família, tendo em vista ter passado vários dias de sua morte. Mais tarde, seu filho Steve acompanhou a remoção do corpo para os Estados Unidos, onde foi cremado e suas cinzas jogadas ao mar. De acordo com os jornais argentinos, Guy Williams morreu em 4 de maio de 1989, aos 65 anos de idade.
Até a próxima!

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