PAULO FEIRE

O MESTRE PAULO FREIRE

Paulo Freire

Entre os títulos que recebeu, estão os de Doutor Honoris Causa em Universidades de vários países, como Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos.

Recebendo o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Complutense de Madri, em dezembro de 1991. Em baixo, doutoramento na Bélgica.

Recebendo, na Câmara Municipal de São Paulo, o Título Cidadão Paulistano, em 1986.

Com Mário Covas, no recebimento do Prêmio Moinho Santista, em 1995.

Prêmio UNESCO de Educação para a Paz, 1986.

Recebeu prêmios, medalhas, condecorações e títulos em todos os continentes.

Durante boa parte dos anos dos governos militares no Brasil, os seus livros foram proibidos, As suas ideias foram consideradas perigosas e o seu próprio nome foi impedido de ser pronunciado em nossas escolas e universidades. No entanto, ao longo desse mesmo tempo sombrio, e depois dele, poucos brasileiros receberam tantas homenagens e tantos títulos aqui e fora do Brasil. Ao professor Paulo Freire foi concedido o título de Doutor Honoris Causa por quase quarenta universidades do Brasil e de outros países.

De Sul a Norte de nosso país, mais de três centenas de escolas públicas e particulares têm o seu nome.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

A Entrega Feliz



“Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviareis (Mt 11,28)”

Muitas vezes e de muitos modos Deus no fala, e, muitas vezes nós não o escutamos. Hoje cedo eu acordei um pouco angustiado, não sabia ao certo o que estava acontecendo, por que me sentia assim? Lembro-me de uma matéria que falava dos pensamentos positivos e negativos que influenciam positivamente ou negativamente em nossa vida, então comecei a pensar, sabe talvez isso tenha certa lógica quando você começa a dar mais importância aos problemas do que as soluções. Ultimamente tenho me estressado demais no trabalho, e o fato de não conseguir deixa-los só no trabalho ele tem ultrapassado os limites da minha vida particular, interferindo no relacionamento com minha esposa e com meus filhos.

Então, eu me lembrei da passagem Bíblica que está logo acima, “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”. Sentei-me e comecei a chorar: “Senhor dai-me forças, por estou me sentido frágil e fraco”. Somos produto do nosso passado, mas não precisamos ser prisioneiros dele, nos agarramos muito com os sofrimentos e esquecemos que fomos feitos para ser forte. E onde está a nossa fortaleza? Está mais perto do que se possa imaginar. “Nunca diga a Deus que tem um grande problema, diga ao problema que tem um grande Deus”, devemos começar por aqui. “Dá-me filho meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos – (Provérbios 23,26)”.

Eu havia também perdido um irmão que amava muito num acidente de moto, parecia que a vida não fazia mais sentido, pois tanta era a dor no meu coração. E essa dor não queria me deixar continuar, embora tivesse o apoio da esposa a me consolar e o amor dos meus filhos que choravam comigo, me afogava no álcool e na depressão. Como superar tudo isso, me sentia tão infeliz, tão inútil a pensar que não tinha importância nesta vida, mas como podia pensar assim, pois tinha uma família maravilhosa e eles precisavam muito de mim, como podia ser tão egoísta e pensar só no meu sofrimento? Senhor, se sou tão importante para ti me ajuda, estende tua mão e tira-me deste buraco que está afundando cada vez mais. E Jesus me respondeu: “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10,11)

Existe um propósito em nossa vida, Deus nos anuncia o seu “Amor” e sua “Atuação” em nós. E foi pensando nisso que eu comecei a reagir. Certa vez entrei na Igreja e o Padre estava fazendo a reflexão do Evangelho, e ele falava da Parábola do Filho Pródigo, quando o filho mais novo volta pra casa e o pai o recebe com todo amor e carinho, enquanto o filho mais velho fica com raiva e se revolta com o pai. Então ele diz: “Era preciso festejar, pois este teu irmão estava morto e voltou a viver, estava perdido e foi encontrado”. Foi então que eu me ajoelhei e disse: Recebe-me meu Pai, pois eu estou perdido e preciso me encontrar, considero-me um peso morto, mas preciso reviver em teus braços.

Desde este dia em diante eu percebi que havia feito uma entrega feliz, naquele momento eu senti o chamado de Deus na minha vida, comecei a participar das reuniões na comunidade, da pastoral da liturgia, da pastoral dos jovens e minha vida começou a ter um novo sentido. Realmente eu me senti útil importante para meus irmãos de caminhada, e comecei a coordenar e representar minha comunidade nas reuniões importante da Arquidiocese. Depois de muito tempo eu agora tenho certeza que Deus tem um propósito em nossa vida, nós somos seu instrumento para fazer o bem e plantar o amor por onde passamos. Hoje me sinto muito feliz em partilhar a benção que Deus me deu com os irmãos que ainda não o conhecem, lembre-se: “Deus ama quem doa com alegria”. Que Deus abençoe todos vocês que leram esta matéria e também possa te ajudar de qualquer forma a encontrar a felicidade.

  

domingo, 7 de julho de 2013

Frases & Pensamentos




De tanto estudar o que os intelectuais estrangeiros pensam, não aprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros que pensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos (Stephen Kanitz)
Num mundo em que se fala de “Mudanças” constantes, em que “Nada será o mesmo” , em que o volume de informações dobra a quase “Dezoito meses”, fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil e até contraproducente (Stephen Kanitz)
 Não somos, de maneira nenhuma, escravos de nosso destino, mas seus donos e criadores; o destino é inevitavelmente nossa própria e exclusiva obra. (Helena Blavastsky)
Onde existe uma mente calma, aí existem a força, o descanso, o amor e a sabedoria. (James Allen)
A medida que conseguirdes dominar os vossos impulsos e pensamentos, percebeis no vosso interior uma nova força silenciosa, que ali se vai desenvolvendo, e sentireis tranquilidade e vigor que não vos abandonarão mais. (James Allen)
Um homem sábio criará mais oportunidades do que as que ele encontra. (Francis Bacon)
Sabemos o que somos, mas não o que podemos ser. (William Shakespeare)
A conquista de si mesmo é a maior das vitórias. (Platão)
A ignorância é a noite da mente, mas uma noite sem lua e estrelas. (Confúcio)
A felicidade é um estado de espírito, uma decisão de adotar uma estratégia mental que leva a uma vida mais eficaz e satisfatória.
Se você quer ter uma visão independente, aprenda correndo a observar você mesmo.
O segredo da felicidade, não é ganhar muito dinheiro, pois o dinheiro um dia acabará de uma forma ou de outra. O segredo é ter feito a diferença.
Olhando pela janela para o mundo você pode ver problemas e oportunidades.
Como indivíduos somos todos diferentes, contudo, de muitas maneiras, também somos os mesmos.
 Todo problema tem uma “estrutura” que deve ser descoberta, equilibrada e reorganizada.
A instrução é um processo de crescimento, é a expansão e o desenvolvimento da mente, através do uso voluntário da própria mente.
A mente é a parte mais importante  e essencial de nossa constituição. Se a nutrirmos e exercitarmos, ela cresce. Se condenada a inanição e negligência, definha e atrofia-se por falta de uso.
Muitas pessoas não aprendem e não crescem porque não querem pensar.
Três por cento das pessoas pensam, sete por cento pensam que pensam, e noventa por cento pensam que não precisa pensar.
É cresça muito generalizada que o pensamento consciente, racional e lógico não tem poder sobre os processos ou mecanismos inconscientes. O mesmo atua como uma máquina e não tem vontade própria.
O botão de controle da nossa máquina inconsciente é o pensamento consciente.
Nossos erros, enganos, fracassos, e até nossas humilhações, são passos necessários no processo de aprendizagem. São destinados a servir como meios para um fim – não são um fim em si mesmo.
O mais infeliz dos mortais é o homem que continuamente insiste em reviver na imaginação o passado – continuamente censurando-se pelos erros cometidos.
Dê tanta atenção às coisas que estão agindo positivamente na sua vida, quanto dá àquelas que estão causando problemas.
O que temos de fazer é mudar a representação interna de negativa para uma positiva, que é automaticamente acionada e nos induz a produzir resultados mais efetivos.
A mente é aquilo com que pensamos, desejamos e percebemos. Sem ela, nada mais seríamos do que vegetais viventes.
O subconsciente não é uma mente, e sim um mecanismo de realimentação, que se esforça para atingir as metas.
Alexandre, o grande, disse não ter sido possível conquistar os outros antes de conquistar-se a si mesmo. Precisava do autodomínio para dominar os outros.
Os homens de sucesso não são os possuídos por poder, mas os possuidores do poder que está dentro deles.

sábado, 29 de junho de 2013

O Tributo a César




Então os fariseus saíram e fizeram um plano, a fim de apanha-lo numa cilada, fazendo-o falar. Enviam-lhe seus discípulos, com os herodianos, para lhes dizer: Mestre, sabemos que és sincero e ensinas os caminhos de Deus com toda tua verdade, sem deixar-te influenciar por quem quer que seja, pois não fazes acepção de pessoas.  Dize-nos, pois, qual é o teu parecer: É permitido pagar o tributo a César, sim ou não?

Mas Jesus, percebendo-lhe a malicia, disse: Hipócritas! Por que me armais uma cilada? Mostrai-me a moeda que serve para pagar o tributo. Eles lhes apresentaram a moeda de prata. Ele lhes disse: De que são esta esfinge e esta inscrição? Eles responderam: “De César”. Então Ele lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus, o que é de Deus. A essas palavras, eles ficaram estupefatos e, deixando-o, se retiraram.

O que é de César a César... O que é mesmo de César?

Edmilson Schinelo
Biblista popular e assessor do CEBI
Adital


12 de outubro de 2011

Um plano bem armado: fazer Jesus cair na armadilha de suas próprias palavras! A cilada é introduzida por um elogio que é, ao mesmo tempo, reconhecimento de integridade: "Mestre, sabemos que és verdadeiro, que ensinas o caminho de Deus... que não consideras as pessoas pela aparência..." (v. 16). Depois do elogio, a pergunta: "É lícito ou não pagar o imposto a César?"

Em caso de resposta afirmativa, toda a pregação de Jesus cairia por terra diante do povo. A ocupação romana era o que havia de mais explorador, a transferência de impostos para Roma era elemento provocador de miséria e fome. Além disso, do ponto de vista religioso, pagar o imposto significava aceitar o culto ao imperador. Na própria moeda, podia-se ler: Tibério César, Filho do Divino Augusto. Por isso, os fariseus e a maioria do povo se opunham ao pagamento.

Por outro lado, se Jesus responde que não se deve pagar o tributo, é apanhado em atitude aberta de afronta ao império. Os próprios herodianos, favoráveis ao pagamento do tributo e a serviço dos romanos, ali estavam para o flagrante.

A resposta de Jesus desmascara qualquer religião fetichista e legitimadora do sistema, seja a divulgada pela propaganda imperialista, seja a alimentada pelas autoridades judaicas (no texto, representadas pelos fariseus). É possível que Jesus tenha tocado no coração do sistema religioso romano: o lucro proveniente da cobrança do tributo imposta às províncias conquistadas por Roma. Ao questionar o caráter divino do imperador, todo culto a ele prestado (leia-se: submissão, oferenda e pagamento do tributo) está deslegitimado.

Mas também está desautorizada e ridicularizada a prática de boa parte das lideranças judaicas, que mantinham duplo comportamento. Desejavam a expulsão dos dominadores, ao mesmo tempo em que reproduziam a dominação ou usufruíam das benesses propiciadas pela ocupação, incluindo o sistema de cobrança do tributo: ainda que a maior parte dos impostos fosse repassada a Roma, as elites alimentavam seu luxo com o que retinham do montante arrecadado pelos malvistos cobradores de impostos. Se, por um lado, as autoridades judaicas negavam-se a oferecer incenso ao divino César, por outro, eram beneficiadas com tal divinização.

Pagar ou devolver?

O texto de Mateus, seguindo a versão de Marcos (Mc 12,13), coloca juntos fariseus e herodianos. A narrativa de Lucas opta por classificá-los: "espiões que se fingiam de justos" (cf Lc 20,20). O interessante é que enquanto os falsos justos perguntam se é lícito ou não "pagar" (em grego, é o verbodídomi) o tributo a César, Jesus responde com outra concepção de justiça: usa o mesmo verbo, mas acrescentando um prefixo (apo) que dá uma ênfase diferente: não se trata de pagar, mas de devolver, como pode ser traduzido o termo apodídomi.

Se na moeda está a imagem (literalmente a epígrafe) do seu proprietário, o dinheiro pertence ao opressor romano e é preciso devolver a ele. Como gosta de afirmar Gustavo Gutierrez, "se na pergunta dos fariseus está implícita a possibilidade de não pagar o tributo, também está a de ficar, nesse caso, com o dinheiro". Jesus supera o pretenso nacionalismo dos fariseus, vai à raiz: "é preciso erradicar toda dependência do dinheiro. Não basta romper com o domínio político estrangeiro, é necessário romper a opressão que nasce do apego ao dinheiro e de suas possibilidades de exploração dos demais" (O Deus da vida. São Paulo: Loyola, 1990. p. 87-88).

Fazendo uso do imperativo, a comunidade de Mateus mantém enfática a resposta de Jesus: devolvam ao imperador o que lhe é devido; e, da mesma forma, a Deus o que é de Deus! No Sermão da Montanha, a comunidade já havia lembrado: Não se pode servir a dois senhores, não há como servir a Deus e ao dinheiro (Mateus 6,24). O culto a Deus não se coaduna com o culto a Mamon, aqui representado pelo sistema do império romano.

Mas o que é mesmo de César? E o que é de Deus?

Neste "a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" ainda cabe a pergunta: o que mais é de César e o que é de Deus?

Em terra ocupada, toda a população sabia que além do denário, também era de César o procurador da Judéia, nomeado pelo próprio imperador. Eram de César os exércitos invasores. "A César o que é de César" inclui, portanto, todo o anseio de libertação. O clássico texto de Marcos 5,1-20 já tinha descrito, através da imagem dos porcos lançando-se ao mar, o mesmo desejo: a legião(termo militar para designar uma corporação de soldados) volta pelo caminho de onde veio, o mar (pelo Mediterrâneo chegavam os exércitos de Cesar). Da mesma forma que no Êxodo o mar havia engolido os cavalos do faraó e a opressão do Egito foi vencida, a comunidade espera que os porcos do império sejam devolvidos ao mar. É o que pode também ser lido no "Devolvam a César o que é de César".

Em contrapartida, o que mesmo é de Deus? Conforme Levítico 25,23, a terra pertence a Deus, o povo é nela hóspede. Logo, não pode a terra ser tomada por outra divindade, o império romano. O povo, em última instância, é o "povo de Deus", com ele Deus fez aliança (Josué 24). A liberdade do povo é dom de Deus!

Cumprir a sugestão de Jesus pode nos trazer riscos

Há que se repetir que o processo de divinização de Jesus feito pelas comunidades é implícita (ou até mesmo explícita) oposição à divinização do imperador. Isso nos permite afirmar que o movimento de Jesus, ou pelo menos a leitura que dele se fez na segunda metade do primeiro século, traz em si forte reação antiimperialista. E se reconhecemos que a teologia imperial romana era, de fato, o centro ideológico do poder imperial, seu coração teológico, devemos admitir também que a comunidade cristã entendeu que proclamar Jesus Cristo como filho de Deus significava deliberadamente negar a César o seu mais alto título.
Consequências viriam... Não por menos, tantas lideranças tiveram a mesma sorte de Jesus, A essa altura, só restaria mesmo a um camponês de periferia, já considerado blasfemo pelas autoridades religiosas de seu povo (Marcos 14,60-64), ser condenado como malfeitor (Lucas 23,33-34). Como o próprio Jesus, as comunidades experimentariam que não é simples "devolver a César o que é de César". O império não costuma aceitar.

[Edmilson Schinelo colaborou em publicações como Leitura Bíblica: a juventude mostra o caminho,Horizontes ainda que seja de noite e outras].

A honestidade não tem preço



A história é comovente. Fala de uma honestidade a toda prova, e é contada por Vladimir Petrov, jovem prisioneiro de um campo de concentração no nordeste da Sibéria.
 Vladimir tinha um companheiro de prisão chamado Andrey. Ambos sabiam que daquele lugar poucos saíam com vida, pois o alimento que se dava aos prisioneiros políticos não tinham por objetivo mantê-los vivos por muito tempo. A taxa de mortalidade era extremamente alta, graças ao regime de fome e aos trabalhos forçados. E como é natural, os prisioneiros, em sua maioria, roubavam tudo quanto lhes caía nas mãos. Vladimir tinha, numa pequena caixa, alguns biscoitos, um pouco de manteiga e açúcar - coisas que sua mãe lhe havia mandado clandestinamente, de quase três mil quilômetros de distância.Guardava aqueles alimentos para quando a fome se tornasse insuportável. E como a caixa não tinha chave, ele a levava sempre consigo. Certo dia, Vladimir foi despachado para um trabalho temporário em outro campo. E porque não sabia o que fazer com a caixa, Andrey lhe disse: deixe-a comigo, que eu a guardo. Pode estar certo de que ficará a salvo comigo. No dia seguinte da sua partida, uma tempestade de neve que durou três dias tornou intransitáveis todos os caminhos, impossibilitando o transporte de provisões. Vladimir sabia que no campo de concentração em que ficara Andrey, as coisas deviam andar muito mal. Só dez dias depois os caminhos foram reabertos e Vladimir retornou ao campo. Chegou à noite, quando todos já haviam voltado do trabalho, mas não viu Andrey entre os demais. Dirigiu-se ao capataz e lhe perguntou: - Onde está Andrey? - Enterrado numa cova enorme junto com outros tantos prisioneiros - respondeu ele. Mas antes de morrer pediu-me que guardasse isto para você. Vladimir sentiu um forte aperto no coração. - Nem minha manteiga nem os biscoitos puderam salvá-lo, pensou. Abriu a caixa e, dentro dela, ao lado dos alimentos intactos, encontrou um bilhete dizendo:"Prezado Vladimir. Escrevo enquanto ainda posso mexer a mão. Não sei se viverei até você voltar, porque estou horrivelmente debilitado. Se eu morrer, avise a minha mulher e meus filhos. Você sabe o endereço. Deixo as suas coisas com o capataz. Espero que as receba intactas." Andrey.
Ser honesto é dever que cabe a toda criatura que tem por meta a felicidade. E a fidelidade é uma das virtudes que liberta o ser e o eleva na direção da luz. Uma amizade sólida e duradoura só se constrói com fidelidade e honestidade recíprocas. Somente as pessoas honestas e fiéis possuem a grandeza d’alma dos que já se contam entre os espíritos verdadeiramente livres.

sábado, 22 de junho de 2013

Imagens da Winkal











Deixa o Sol entrar



Um homem perdera a esperança no amor de Deus.
Um dia, enquanto andava pelas colinas ao redor da cidade, encontrou um camponês que, vendo-o aflito, perguntou-lhe:
- Amigo que cara é essa?
- Sinto-me imensamente sozinho.
- Mas eu também estou sozinho.
No entanto, não estou triste.
- Talvez Deus esteja com você.
- Adivinhou!
- Eu, ao contrario não sinto a presença de Deus.
Não consigo crer no seu amor.
- Como é possível que Ele ame os homens, um por um?
- Como é possível que Ele me ame?
- Você está vendo lá embaixo a nossa cidade?
Perguntou-lhe o camponês.
Você consegue ver todas as casas? Você está vendo as janelas de todas as casas?
- Claro.
- Então não perca a esperança! O sol é só um, mas todas as janelas da cidade, também as menores e as mais escondidas, recebem seus raios todos os dias, logo de manhã. Acho que você se desespera porque sua janela está fechada.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Prato de arroz



Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. 

Ele se vira para o chinês e pergunta: 
- Desculpe-me, mas o senhor acha mesmo que o seu defunto virá comer o arroz? 

E o chinês responde: 
- Sim, geralmente na mesma hora em que o seu vem cheirar as flores! 

"Respeitar as opções do outro "em qualquer aspecto" é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. 

Nunca julgue. Apenas compreenda".